Existem cursos e processos seletivos para trabalhar na área de comunicação. O YouTube, na contramão, é uma plataforma aberta. Como a postagem de vídeos é livre a qualquer pessoa, o ofício não é visto como sério e regularizado. Há eventos (YouTube FanFest, Encontro influu), espaços colaborativos (YouTube Space) e até marketing que lida especialmente com influenciadores digitais (Marketing de influência). Mas afinal, a função de youtuber pode ser considerada uma profissão? A verdade é que há um regimento dentro do YouTube, mas ele é impessoal. Em empresas comuns, quem comanda são líderes e CEOs. Já na plataforma, quem dita o que é bom e o que deve continuar sendo produzido é o próprio público.

Primeiro: o que é profissão?

Profissão vem de professar. Ou seja: exercer um ofício, uma ciência ou uma arte e receber uma retribuição econômica por isso. Ser youtuber é um ofício, já que é uma atividade que demanda tempo e planejamento. É uma ciência porque os influenciadores estudam métricas para entender o público, melhor tipo de conteúdo, horário de postagens, etc. E é também uma arte que incorpora especialmente o audiovisual, o design e a comunicação. Além disso, a retribuição econômica é distinta: como o YouTube paga pouco pelo quantidade de visualizações, os youtubers expandem a renda com campanhas de marketing, venda de produtos, lançamento de livros, participação de eventos, etc. A influência dos influenciadores é um produto de alto valor, cobiçado e invejado.

Youtuber é a profissão do futuro

Os profissionais da nova geração, conhecidos como Millennials (nascidos entre 1981 e 1997), criaram um novo jeito de ser dentro do mercado de trabalho: o jeito Slash. O termo refere-se aos jovens que preferem não ser reconhecidos apenas pelo cargo que lhes dão maior renda. Os empregados slashies usam “barras” entre várias funções para incluir projetos independentes e atividades que, apesar de serem menos lucrativas, trazem identificação ou valor ao candidato. Então, ao perguntarem “o que você faz?” a um slashie, ele responderá: “Eu sou um publicitário/guitarrista/cofundador de uma startup”, em vez de simplesmente: “Eu trabalho com publicidade”. Essa descrição múltipla dá abertura ao entrevistador para conhecer melhor o futuro empregado, além de ele ser percebido como alguém mais interessante e multifacetado. Os slashies também estão em serviços autônomos que não necessitam de contratações por parte de empresas. Um exemplo desse tipo de atividade é justamente a de youtuber. Felipe Neto, por exemplo, não é apenas um influenciador digital. Ele também é escritor, ator, comediante e empresário.   Felipe Neto no comercial da escola de inglês Wise Up[/caption] No Brasil, onde a taxa de desemprego ficou em 12% em dezembro de 2017 (dados divulgados pelo IBGE), o slashies e youtubers criam novas profissões para não ficar reféns do mercado de trabalho.

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Fernanda Campos

Fernanda Campos Almeida tem 23 e é graduada em jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Atua como criadora de conteúdo, assessora de imprensa e fotógrafa na influu.