Para quem acompanha o YouTube constantemente, já percebeu os inúmeros conteúdos com disseminação de conteúdos falsos. E depois do Facebook e o WhatsApp serem destaque, foi a vez da plataforma de vídeos ganhar os holofotes. Isso porque, agora, segundo um estudo da Texas Tech University, o YouTube é o principal meio de disseminação de teorias sobre a Terra não ser redonda.

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O estudo realizado pela universidade entrevistou 30 pessoas que acreditam na teoria e 29 delas afirmaram que passaram a acreditar na teoria depois de assistir vídeos no YouTube. O estudo também mostra que grande parte do grupo chegou até esses vídeos a partir dos mecanismos de sugestões da própria plataforma.

A sugestão veio depois dos usuários assistirem conteúdos com teorias sobre 11 de setembro e sobre a ido do homem à Lua.

Para Asheley Landrum, líder da pesquisa, o YouTube não está fazendo algo errado. Porém, recomenda que os algoritmos da plataforma passam a exibir vídeos com informações corretas. “Os algoritmos acabam apresentando informações às pessoas que serão mais suscetíveis a acreditar nelas”, diz.

YouTube x teorias da conspiração

Curiosamente, o estudo foi divulgado após o YouTube anunciar que dará menos destaque para vídeos com teorias da conspiração e desinformações em geral. Segundo a declaração da empresa, o objetivo é reduzir as chances desses conteúdos extremistas chegarem aos usuários.

O anúncio, realizado em janeiro, trouxe a informação de que a ação afetaria menos de 1% dos vídeos. A plataforma também afirmou que esse tipo de conteúdo vai continuar para os inscritos dos canais desses vídeos, e o que realmente mudaria seria a aparição deles como recomendação.

E olha que esse combate é antigo. No ano passado, o YouTube passou a exibir links para artigos em vídeos com conteúdos questionáveis. E desde então, a tentativa é forte, mas será que vai dar certo?

FONTES

Guilherme Pin

Jornalista, aspirante a crítico e roteirista de filmes, youtuber nas horas vagas e o Chandler M. Bing da roda de amigos.