O WhatsApp chamou muita atenção nos últimos meses devido a sua interferência em situações políticas do país. Mas, por ser apenas um aplicativo, devemos nos preocupar com ele? Ou todos nós devemos ficar felizes com sua existência? Apesar da profundidade e complexidade das perguntas, a resposta às duas é uma só: sim. Com mais de 1,5 bilhão de usuários e propriedade do Facebook, o aplicativo de mensagens levantou muitas dinâmicas tanto sociais quanto políticas nos últimos meses. E não só no Brasil. No Quênia e na Índia - e recentemente no México - o aplicativo influenciou em diversas situações. A empresa já revelou estar trabalhando na diminuição do compartilhamento de desinformações. No entanto, quanto mais há o aprofundamento nos problemas, menos tratáveis eles parecem. Mesmo que haja uma movimentação em massa para consertar. Diferente de Facebook, Twitter ou Instagram, o WhatsApp não é uma rede social. Nisso, a maioria das conversas não são mediadas por algum tipo de algoritmo destinado a aumentar o engajamento. Isso significa que o aplicativo tem pouco controle sobre o conteúdo disseminado. Na maioria dos casos, a empresa nem consegue ver o que está acontecendo, até pela criptografia automática gerada por ele. Leia também: O poder do influenciador está no presente Nessa situação, o problema pode não estar nem na empresa ou no aplicativo. Mas sim no conceito do WhatsApp.

O poderio do WhatsApp

No momento em que você oferece a capacidade de acesso gratuito e privado, muitas coisas boas podem acontecer. Enquanto muitas coisas terríveis também podem acontecer. Sobre isso, o WhatsApp é uma realidade poderosa e já permanente. Seus problemas não podem ser resolvidos inconstantemente. Sendo para melhor ou pior, temos que aprender a conviver com isso. O principal diferencial do aplicativo está em sua velocidade e alcance. E assim como em grandes mercados, o WhatsApp funciona como uma ferramenta de comunicação. Sendo usada para conversas, brincadeiras, compartilhamento de fotos, memes, notícias, atividades políticas e mais. A falta de boas fontes de informação é o principal motivador para reforçar a crença em algo compartilhado pelo WhatsApp ou Facebook, por exemplo. Afinal, a informação foi dada por alguém que você confia, como não acreditar nessa pessoa? Mas mesmo com todas as confusões geradas pelo aplicativo, a empresa está correndo atrás de mudanças.

O caminhar para o futuro 

Antes, era possível o compartilhamento livre de mensagens. Agora, no entanto, uma mensagem pode ser encaminhada para 20 "chats". Na Índia, por exemplo, esse número é bem menor: apenas cinco "chats". Essa caracterização de limites foi criada como uma experiência. Quanto mais a empresa aprende sobre como esses limites afetam o comportamentos dos usuários, novos limites poderão ser adicionados. A sensibilidade do app é o principal ponto que transforma os rumores sobre o serviço tão graves. Como citado anteriormente, a familiaridade no WhatsApp gera confiança. Isso, na maioria das vezes, é um bem social. Porém, em grandes situações, essa confiança é invertida. A situação atual do WhatsApp não é só de rumores maliciosos e indiscriminados. Mas sim, uma história de pessoas que confiam em outras pessoas, que confiam em outras pessoas, e cada uma passando aquilo que é considerada uma informação importante para amigos e colegas. No fim, tudo é uma história da própria natureza humana. Por isso, ainda faltam passos para aprendermos a inibir a tendência natural de compartilhar. Além do fato de nos prepararmos para mais acontecimentos como os ocorridos recentemente. Leia também: O que é “clickbait do bem” e como fazê-lo? FONTE Sobre nós A influu é o ecossistema feito para influenciadores digitais. Com foco na monetização e profissionalização dos novos formadores de opinião, a empresa se divide em três áreas: criação de conteúdo para o blog, redes sociais e YouTube, realização periódica de eventos por todo Brasil e mediação entre influenciadores e marcas para campanhas de marketing.

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Guilherme Pin

Jornalista, aspirante a crítico e roteirista de filmes, youtuber nas horas vagas e o Chandler M. Bing da roda de amigos.