A busca do YouTube em melhorar o seu catálogo de vídeos não para. Na última sexta (25), a empresa divulgou que irá dar menos destaque para vídeos com teorias da conspiração e desinformações em geral. O objetivo, claramente, é o de reduzir as chances de conteúdos extremistas chegarem aos usuários. Leia também: WhatsApp: como sua influência está guiando as informações? Segundo o YouTube, essa nova ação vai afetar menos de 1% dos vídeos da plataforma. O que pode parecer pouco, mas, devido a quantidade diária de publicações, pode dar um efeito significativo. Os novos algoritmos já estão sendo testados nos Estados Unidos. E a intenção é "reduzir recomendações de conteúdo que pode desinformar usuários de maneiras prejudiciais. Como vídeos promovendo uma cura milagrosa e falsa para uma doença grave". O comunicado do YouTube ainda citou conteúdos que afirmam que a Terra é plana. E também de conteúdos históricos falsos. Vídeos com teorias da conspiração, revisionistas e com notícias falsas ainda vão continuar na plataforma para inscritos de canais com esse tipo de conteúdo. O que muda é que conteúdos com teorias da conspiração não vão aparecer mais como recomendação. Leia também: Google recebe intimação para excluir vídeos de youtubers mirins

Contra as teorias da conspiração

A plataforma tem o recurso de reprodução automática ativado. Essa ferramenta exibe vídeo na sequência, assim que o conteúdo assistido termina. E os algoritmos são responsáveis para definir os vídeos que estarão nessa sequência. E como explicado, será esse algoritmo redefinido para reduzir a reprodução de vídeos com desinformação e teorias da conspiração. No entanto, esse início de declarações do YouTube ainda são superficiais. Até porque a plataforma não especificou quais vídeos serão classificados com esses problemas. E ainda há o fato de que a aplicação desses novos algoritmos vai exigir uma mistura de moderadores humanos e aprendizado de máquina. Além da questão de que os conteúdos não serão excluídos por completo. "Achamos que essa mudança estabelece um equilíbrio entre manter uma plataforma de liberdade de expressão e cumprir nossa responsabilidade com os usuários".

Luta nada nova 

Como citado no começo do texto, a luta do YouTube para a reformulação dos seus conteúdos já acontece faz tempo. No ano passado, a empresa passou a exibir um link para artigos do Wikipedia em vídeos com conteúdos questionáveis. Tudo com o objetivo de combater a desinformação. Leia mais: YouTube usará Wikipédia para combater teorias da conspiração FONTES Fonte1 Fonte2 Sobre nós A influu é o ecossistema feito para influenciadores digitais. Com foco na monetização e profissionalização dos novos formadores de opinião, a empresa se divide em três áreas: criação de conteúdo para o blog, redes sociais e YouTube, realização periódica de eventos por todo Brasil e mediação entre influenciadores e marcas para campanhas de marketing. Para entrar em contrato, mande um e-mail para [email protected]
Guilherme Pin

Jornalista, aspirante a crítico e roteirista de filmes, youtuber nas horas vagas e o Chandler M. Bing da roda de amigos.