Depois do Whatsapp e do Facebook, o YouTube é mais uma plataforma a aderir o stories, que surgiu no Snapchat e se popularizou de vez no Instagram. Mas vale realmente a pena investir nisso? Bom, antes de mais nada, é importante entender o porquê disso. YouTube e Instagram tentam tomar o poder das redes sociais. Com isso, eles buscam lançar ferramentas que sirvam de competição para alguma que o concorrente já tem. Confuso? Pode parecer complexo, mas não é. O primeiro passo partiu do Instagram ao criar o IGTV, que oferecia basicamente o mesmo que os vídeos do YouTube, porém no formato vertical. Agora é a vez do YouTube agregar a sua plataforma um recurso popular do "concorrente". Visto esse cenário, é bom dividir essa disputa em dois: a intenção de cada empresa e o resultado na prática.

Por que a competição?

Basicamente essas são as duas plataformas principais para a produção de conteúdo dos influenciadores digitais. Dessa forma, elas acreditam que é necessário haver uma concorrência porque os influencers devem escolher entre elas. De certa forma, eu entendo o objetivo delas. São tentativas válidas para conseguir chegar ao topo das redes sociais no sentido de produção de conteúdo. Mas será que isso vai mesmo funcionar?

Na prática, funciona?

Como eu já havia dito sobre o IGTV, o mesmo vale para o YouTube Stories. Eu não acredito que seja a plataforma ideal para esse recurso. Isso ocorre devido ao que o público espera encontrar em cada plataforma. No Instagram, as pessoas buscam ver fotos, vídeos curtos e saber sobre a vida de quem elas seguem. Tudo de maneira muito ágil. Não é o local para a produção de conteúdo, a não ser que esse seja igualmente dinâmico, como o stories. Já no YouTube, o foco dos usuários é consumir um conteúdo mais longo e elaborado, de no mínimo uns 3 ou 4 minutos (o que pode chegar a mais de 20 minutos). Por isso, os stories não se enquadram tão bem nessa ideia. Acho que o grande potencial do stories do YouTube é comunicar o público com recados pontuais, porque muitas vezes o público da plataforma não te segue nas outras redes. Nesse sentido, eu acho essa ferramenta muito mais útil do que o IGTV. Mas como produção de conteúdo, ambas são, pelo menos por enquanto, extremamente deficitárias. Isso pode até mudar com alguns ajustes, mas isso é pouco provável. Ou seja, acredito que Instagram e YouTube são plataformas complementares para usuários e para produtores de conteúdo. Não acho que seja uma boa ideia tentar condensar tudo em apenas uma. O público já se acostumou em usar mais de uma rede social: Whatsapp, Instagram, Twitter, YouTube etc. A única que tinha o poder de condensar tudo isso era o Facebook, mas ele não interessou por isso, como já expliquei em outro texto (clique aqui para lê-lo).
Victor Russo

Tenho 22 anos e sou formado em jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Sou criador de conteúdo da influu e cubro os eventos da empresa. Amo cinema e tenho um canal no YouTube, chamado 16mm, sobre o tema. Além disso, tenho um podcast sobre NFL chamado Goatopolis.