Com apenas 7 anos de idade, o youtuber Ryan, do canal Ryan ToysReview, se tornou o profissional mais bem pago de 2018. Ele recebeu US$ 22 milhões (R$ 84 milhões) no ano. O seu canal é sobre críticas e análises de brinquedos e conta com mais de 17 milhões de inscritos. A frequência é de um vídeo por dia, quase sempre superando 1 milhão de views.

De acordo com a Forbes, o youtuber Jake Paul ficou em segundo lugar, US$ 500 mil atrás de Ryan. O terceiro foi o canal Dude Perfect, com US$ 20 milhões. Esse valores são válidos de junho de 2017 a junho de 2018.

Isso é certo?

A grande questão que essa notícia levanta é se isso é certo ou errado. Ou melhor, se a atitude dos pais de Ryan é ética. À primeira vista pode parecer divertido ver um menino fazendo review de brinquedos para milhões de pessoas. Mas, se pararmos para pensar, é uma criança de 7 anos sendo exposta para milhões de pessoas. E pior, ele lança um vídeo por dia, ou seja, é como se ele estivesse realmente trabalhando. Ryan é um produtor de conteúdo. E aí volto ao mesmo ponto, ele tem consciência do que ele está fazendo? É correto os pais deixarem um filho tão novo exposto dessa forma? Na verdade, não tenho respostas concretas para essas perguntas, mas é importante questionar. Até porque são apenas 7 anos. Será que é justo os pais lucrarem com a imagem de um filho tão novo? E como será o futuro do Ryan, visto que muitas crianças que fazem sucesso muito cedo não conseguem manter tal feito? (Algo que acontece muito com atores que comecem muito novos). Então, mais do que valorizar o dinheiro ganho pelo canal Ryan ToysReview, acho importante fazer esse questionamento. Mesmo que sem chegar a uma resposta concreta.
Victor Russo

Tenho 22 anos e sou formado em jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Sou criador de conteúdo da influu e cubro os eventos da empresa. Amo cinema e tenho um canal no YouTube, chamado 16mm, sobre o tema. Além disso, tenho um podcast sobre NFL chamado Goatopolis.