Apesar de plataformas como o YouTube já existirem há quase uma década, grande parte das pessoas não sabem nada dos influenciadores digitais. Uma das ideias mais erradas é que esses profissionais ganham dinheiro trabalhando pouco. Esqueça a parte do quanto cada um trabalha, pois já estou cansando de escrever sobre como é difícil produzir conteúdo para a internet. O foco desse texto será mostrar a questão financeira. Quantos influenciadores realmente ganham dinheiro e vivem só disso? A estimativa é que o grande montante de dinheiro pago para influencers está concentrado para uma pequena parcela: entre 3 e 5% desses profissionais. Ou seja, há uma quantidade gigantesca de produtores de conteúdo, mas poucos conseguem ganhar muito dinheiro com isso. E a maior parte desses 5% é formada por influencers que já estão no mercado há mais tempo. Aqueles que cresceram com menos concorrência. Então, quer dizer que só 5% dos influenciadores vivem apenas de seu conteúdo? Na verdade, não. Pois atualmente há outras formas de ganhar dinheiro além do AdWords do YouTube. Por isso, canais menores podem lucrar e se sustentar com marketing de influência, financiamento coletivo, criação de cursos, etc. Mas pequeno quanto?

Microinfluenciadores

Eu acredito que para um canal se manter ele precisa de no mínimo 50 mil inscritos. E para isso é preciso ser um canal de nicho, de qualidade e com público bem engajado. Sobreviver com essa quantidade são apenas algumas exceções. Por mais que os microinfluenciadores estejam ganhando cada vez mais reconhecimento, sendo generalista, é preciso próximo de 100 mil para se manter. Lógico que vai depender muito de algumas variáveis, sobretudo nicho e engajamento. No nicho de cinema, com 100 mil inscritos e 25 mil views por vídeo (o que é bastante nessa proporção) é possível se manter. Pois é um nicho com poucas pessoas com mais de 100 mil e com muitas marcas com produtos direcionado para o nicho. Por outro lado, em outros segmentos é possível que com 200 mil inscritos um youtuber tenha dificuldade de viver só daquilo. Um gamer de 150 mil inscritos, por exemplo, pode ser visto como "apenas mais um". Por isso, acredito que a grande maioria dos influenciadores ainda não vivem disso. Se 15% dos produtores de conteúdo tiverem esse como único trabalho já é muito. Pelo menos no Brasil. Porém acredito que isso vá melhorar no futuro. As empresas devem se abrir cada vez mais para esse tipo de marketing. Pelo menos é o que esperamos, não é mesmo?
Victor Russo

Tenho 22 anos e sou formado em jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Sou criador de conteúdo da influu e cubro os eventos da empresa. Amo cinema e tenho um canal no YouTube, chamado 16mm, sobre o tema. Além disso, tenho um podcast sobre NFL chamado Goatopolis.