Classificada atualmente como o "mal do século", a depressão vem atingindo diversos jovens e se provando cada vez mais um desafio para médicos e especialistas. Ela é marcada pela perda ou diminuição de interesse e prazer pela vida. Isso acaba gerando angústia, muitas vezes sem qualquer motivo evidente. 

Muitos acabam utilizando as redes sociais como uma justificativa. Até por todo o seu conteúdo, recheado de posts alegres que podem acabar dececpcionando aqueles que não estão vivendo a mesma realidade. Tanto que o Instagram foi considera a rede mais nociva à saúde mental. E por isso, decidiram tomar uma iniciativa. 

Em uma recente atualização, o Instagram começou a oferecer ajuda para usuários que pesquisarem #ansiedade ou #depressão na aba Explorar

Ao pesquisar, o Instagram abre uma janela, antes mesmo de aparecer as publicações da pesquisa, e questiona se precisa de ajuda. "Publicações com as palavras ou tags que você está procurando, muitas vezes incentivam um comportamento que pode fazer mal a uma pessoa e até levá-la à morte", informa o aviso. 

Por fim, o Instagram dá a opção de oferecer apoio ou ver as publicações ainda assim

Ao aceitar o apoio, o usuário é levado para uma página com a opção de ligar ou conversar por mensagem com um amigo, falar com um voluntário da linha de apoio ou receber dicas. Entre essas dicas está passear, acalmar-se ou simplesmente relaxar. 

Instagram e sua nocividade

De acordo com uma pesquisa realizada em 2017 pela instituição de saúde pública do Reino Unido (Royal Society for Public Health) em parceria com o Movimento de Saúde Jovem, redes sociais foram consideradas mais viciantes que álcool e cigarro. A pesquisa mostra que 90% dos usuários entre 14 e 24 anos usam redes socais. E as taxas de ansiedade e depressão aumentaram 70% nessa porcentagem de pessoas. 

O estudo, em pesquisa com 1.479 usuários dessas idades, foi mostrado que o compartilhamento de fotos pelo Instagram impacta negativamente o sono. Além de também impactar de maneira negativa a autoimagem e o medo de estar por fora de acontecimentos e tendências. O conhecido FOMO, como citado no texto sobre o uso de contas privadas

A mesma pesquisa mostrou que o YouTube era o menos nocivo, seguido pelo Twitter

A então vida perfeita compartilhada nas redes faz com que os jovens desenvolvam expectativas irreias sobre as próprias vivências. Esse perfeccionismo acaba influenciando muito no desencadeamento de baixa autoestima e problemas de ansiedade.

Pesquisadores advertem que o uso de duas horas diárias nas redes sociais também ajuda no desenvolvimento de distúrbios de saúde mental

Desde então, autoridades de saúde pedem que plataformas comecem a mandar mensagens e alertas para a prevenção. Não á toa surgiram ferramentas que mostram o tempo de uso, como no Facebook e também no Instagram. Cientistas também sugerem que redes sociais auxiliem na identificação de sinais dos usuários que estão passando por problemas de saúde mental através do conteúdo publicado e pesquisado. 

"A ideia não é que você pare de usar as redes sociais, mas sim, que você reduza o tempo que gasta nelas", avisa Courtney Lipson, autora do estudo realizado ano passado pela Universidade da Pensilvânia sobre o mesmo assunto. 

FONTES

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Guilherme Pin

Jornalista, aspirante a crítico e roteirista de filmes, youtuber nas horas vagas e o Chandler M. Bing da roda de amigos.