A collab se popularizou no YouTube como uma forma de conseguir inscritos. Mas não é esse o principal objetivo dessa colaboração em vídeo (ou pelo menos, não deveria ser). E, que fique claro, não estou dizendo que a collab não traz inscritos novos. Sem dúvida, ela é eficiente para apresentar o canal para outras pessoas e, assim, trará inscrições para a sua conta. Porém, o que eu quero analisar aqui é que esse não deve ser o foco do vídeo. Como em qualquer vídeo, o principal é sempre produzir um bom conteúdo. Quer dizer, não vale a pena forçar uma collab sem sentido com outro youtuber de um nicho distinto para falar de um tema que nem está tão ligado aos dois canais. O interesse do público do YouTube será sempre o mesmo: conteúdo. Independente se você gravar sozinho ou com um youtuber gigante, se não falar com qualidade sobre o tema, o vídeo não vale a pena. Ou seja, a collab é um vídeo como qualquer outro neste sentido. Esse foi um dos temas abordados na entrevista com o Rolandinho, no último influuteco. Se ainda não viu, assista ao vídeo completo:

Vale a pena fazer collab?

Esse formato é muito válido para qualquer canal, desde que cumpra com o citado acima. Esse tipo de vídeo é benéfico porque, ao trazer uma pessoa nova para gravar, você traz um conteúdo diferente do habitual. E novidade é sempre bem aceita pelo público. Então, se tiver um conteúdo bom, faça collab. Os novos inscritos serão consequência de um vídeo de qualidade. E que fique claro, é possível fazer colaboração em vídeo tanto com youtubers do seu nicho como com de outros nichos. Tudo vai depender se faz sentido para o tema do vídeo e se o conteúdo produzido tem qualidade. Por isso, vou exemplificar com dois vídeos que eu julgo de qualidade do próprio Pipocando. Um com a Carol Moreira, que também é do nicho de cinema, e outro com o Richard Rasmussen, de um nicho completamente diferente.

Além da Carol ter um canal que fala de filmes, ela é muito conhecida pelas séries. O Pipocando também aborda constantemente conteúdos de TV, por isso o vídeo faz total sentido. Já no caso do Richard, o conteúdo é bom, pois ele vem como um especialista para um tema que seria tratado, que são animais aterrorizantes no cinema. É um diálogo inteligente entre diferentes nichos.

Victor Russo

Tenho 22 anos e sou formado em jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Sou criador de conteúdo da influu e cubro os eventos da empresa. Amo cinema e tenho um canal no YouTube, chamado 16mm, sobre o tema. Além disso, tenho um podcast sobre NFL chamado Goatopolis.