É impossível prever se o YouTube vai acabar ou não algum dia. Não tem como saber como estará o mundo daqui 20 ou 30 anos e que tipo de tecnologias existirão. O que dá é para fazer é uma previsão a curto e médio prazo. E já adianto que o YouTube não sumirá tão cedo. Essa afirmação pode parecer polêmica, porém, se analisarmos fatos e dados, ela será algo natural. São alguns pontos que me fazem ter certeza da permanência da plataforma em alta por um bom tempo. Há dois meses, escrevi sobre o YouTube tomar, aos poucos, o lugar da televisão e sigo com a mesma opinião. Apesar do rápido avanço tecnológico, a plataforma está em sua primeira década de existência. É aí que entro no meu primeiro ponto de análise: o crescimento.

Crescimento

O YouTube está em plena evolução, ao contrário do que muitos pensam. A gente está passando por algo semelhante à transição do rádio para a televisão. Agora é a TV que finalmente está dando lugar a outra comunicação. O YouTube já conta com milhões de usuários. Só no Brasil, 95% da população internauta usa a plataforma. Mas muitos ainda a utilizam para resolver problemas pontuais. Aos poucos, a plataforma  ganhará mais e mais adeptos fiéis. São mais criadores de conteúdos e mais pessoas se inscrevendo nos canais. Não acredita em mim? Faz um teste: Escolha dez canais de tamanhos diferentes e observe, durante um mês, os inscritos deles. Em todos, esse número vai subir e, provavelmente, os views também. E, se o YouTube está crescendo hoje, pense que muitas pessoas ainda não têm acesso à internet, no Brasil e no mundo. Além disso, as gerações Y e Z (pessoas mais jovens) são as que mais usam a rede social. As próximas que vierem utilizarão mais.

Formato

Muitos blogs estão morrendo e jornais são fechados todos os dias. Isso é resultado do aumento do consumo audiovisual em comparação ao escrito. Esse formato é o mais fácil e rápido de consumir, sem contar que muitas vezes basta ouvir o vídeo para captar a informação. Dentro do audiovisual, a competição é basicamente YouTube contra a TV. É aí que a rede social se diferencia e atinge mais jovens, por ter todos os tipos de conteúdos em grande quantidade, para ser assistido a hora que quiser. Ao contrário da TV, que tem conteúdo limitado que precisa ser acompanhado ao vivo. Então, apenas quando inventarem uma tecnologia de informação mais inovadora e eficiente o audiovisual deve sair de moda.

Concorrência

A cada nova plataforma de vídeo criada, volta a frase "Agora o YouTube vai acabar". Mas, no fim, isso nunca acontece. Foram diversas tentativas para tirar esse poder do Google e nada. O próprio Felipe Neto criou sua plataforma achando que prejudicaria o YouTube de alguma forma, mas não conseguiu. O máximo que esse tipo de iniciativa obtém é atingir um nicho específico de pessoas. Foram várias e várias plataformas de vídeo nascendo e morrendo, enquanto o YouTube seguiu crescendo. O da vez é o IGTV, que também não afetará muito o Google. Primeiro, eu não sei se o IGTV vai vingar tanto. Segundo, ele vem pra coexistir com o YouTube e não para competir diretamente, até porque os formatos de vídeos de ambos são diferentes.

Google

O quarto e mais importante tópico é também o porquê de eu afirmar com tanta certeza que o YouTube não acabará tão cedo. A empresa dona da rede social é o Google, uma das maiores e mais organizadas do mundo, principalmente se o assunto for tecnologia. Ou seja, o Google sabe o que está fazendo e irá sempre se renovar. Se a plataforma começar a perder força, eles saberão como consertar o problema e colocá-la de volta em alta.

Críticas

Muitos dos geradores de conteúdo disseram que iam sair do YouTube, porque o AdSense não estava pagando quase nada e, assim, a rede iria acabar. Você já se perguntou por que eles não saíram? É simples, as redes sociais não pagam para as pessoas produzirem conteúdo nelas. O YouTube era o que pagava melhor, isso em um tempo em que a plataforma não tinha tanto influenciador. Os youtubers não saem porque não terá uma outra rede que pague bem pra ele produzir conteúdo. Hoje em dia, os influenciadores ganham dinheiro com marketing de influência e construindo uma imagem pessoal. Ninguém fica rico com sistemas como o AdSense. Quanto mais produtor de conteúdo entrar no YouTube, menos a empresa pagará, e ninguém sairá de lá porque não há para onde ir (e jamais terá).   Sobre nós A influu é o ecossistema feito para influenciadores digitais. Com foco na monetização e profissionalização dos novos formadores de opinião, a empresa se divide em três áreas: criação de conteúdo para o blog, redes sociais e YouTube, realização periódica de eventos por todo Brasil e mediação entre influenciadores e marcas para campanhas de marketing.

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Victor Russo

Tenho 22 anos e sou formado em jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Sou criador de conteúdo da influu e cubro os eventos da empresa. Amo cinema e tenho um canal no YouTube, chamado 16mm, sobre o tema. Além disso, tenho um podcast sobre NFL chamado Goatopolis.