Entre memes, vídeos, textões, discussões políticas, polêmicas, o Facebook é dono de um poder gigantesco. Mas será que poder absoluto corrompe tudo? O Vale do Silício provou ser um fracasso do ponto de vista ético em 2018. E Mark Zuckerberg não esteve de fora. Tanto o Facebook quanto o Google encabeçam a lista das controvérsias. A empresa de Mark Zuckerberg atualmente não é mais apenas o melhor lugar para trabalhar. Funcionários já estão comprando novos telefones para trocarem suas verdadeiras opiniões sobre a rede social e seu futuro. Leia também: Entenda porque executivos de redes sociais não as utilizam Enquanto isso, foi revelada a verdadeira natureza do legado de Mark Zuckerberg. Depois de vazamentos de e-mails, o Parlamento do Reino Unido publicou no começo de dezembro uma coleção de cerca de 250 páginas de e-mails executivos secretos da empresa. E eles apresentam tudo aquilo que já suspeitávamos.
  • Mark Zuckerberg aprovou pessoalmente a decisão de cortar os dados do Vine da rede social.
  • Facebook tentou descobrir como pegar dados de chamadas dos usuários sem pedir permissão.
  • Aplicativos importantes foram listados em branco. E receberam maior acesso aos dados do usuário, mesmo com restrições.
  • Zuckerberg admitiu que o é bom para o mundo não é, necessariamente, bom para o Facebook. E também sugeriu que dados dos usuários valessem US$0,10 ao ano.
O conselho de diretores do Facebook não tem poder quando o assunto é remover Mark Zuckerberg de seu papel duplo como presidente. Isso, na verdade, equivale a uma tecnocracia da American Tycoons.

Mark Zuckerberg e a cobrança pelo acesso a dados

Dentre os e-mails, foi notado que executivos discutiram a maior ameaça do Facebook. Acabaram atrapalhando o jornalismo, desviando o tráfego da internet e se transformando em uma plataforma contra o Estado, a democracia e o capitalismo. Foram desacelerando rivais, chegando até frustrar a própria inovação. Nesse momento, Mark Zuckerberg vende que Messenger, Instagram, WhatsApp e Facebook são unidos e felizes. Contudo, as ações da empresa continuam caindo na NYSE (The New York Stock Exchange). No Glassdoor, o índice de satisfação dos funcionários da empresa caiu constantemente ao longo do ano. E para o público, a decepção segue do mesmo jeito. Leia também: Como marcas podem reverter o abandono do Facebook? Em 2012, a equipe do Facebook discutiu a venda do acesso aos dados do usuários para os principais anunciantes. A busca pelo lucro levou à centralização dos dados. Nisso, deixando ricos ainda mais ricos. O poder absoluto, então, corrompe Mark Zuckerberg. Há evidências de que a recusa do Facebook em compartilhar dados com alguns aplicativos fez com que houvessem falhas. A empresa escolheu os vencedores, chegando a enganar a publicidade sobre sua proposta de vídeos. Foi descoberto que o Facebook chegou a falsificar as métricas de vídeo para conseguir vender a ideia do Facebook Watch. Leia também: O Facebook morreu? Isso só demonstra ainda mais a falta da moralidade por trás da busca do lucro. FONTE Sobre nós A influu é o ecossistema feito para influenciadores digitais. Com foco na monetização e profissionalização dos novos formadores de opinião, a empresa se divide em três áreas: criação de conteúdo para o blog, redes sociais e YouTube, realização periódica de eventos por todo Brasil e mediação entre influenciadores e marcas para campanhas de marketing. Para entrar em contrato, mande um e-mail para [email protected]
Guilherme Pin

Jornalista, aspirante a crítico e roteirista de filmes, youtuber nas horas vagas e o Chandler M. Bing da roda de amigos.