Há tempos que o Facebook luta para manter os usuários mais jovens acessando sua rede social ao invés de outras, como o Instagram. E as tentativas não param. Depois do Facebook Watch, agora é a vez da plataforma LOL, uma fonte de memes, gifs e vídeos. O nome, vem da linguagem da internet e é a sigla da frase inglesa Laughing Out Loud ("morrendo de rir"), muito usada pelos internautas. Ou seja, o Facebook LOL se trata de uma plataforma de entretimento para os jovens. E o plano da empresa é organizar os posts em categorias e os usuários vão poder avaliar o quão divertidas são as publicações. Os usuários também vão conseguir compartilhar os memes, gifs e vídeos já prontos. Mas a plataforma também vai oferecer ferramentas para criar.

A equipe de Mark Zuckerberg já está desenvolvendo a plataforma. Tanto que, apesar de ainda não estar disponível, está sendo testada por um grupo de 100 estudantes de ensino médio. Por isso, ainda não há informações sobre como a plataforma será lançada.

No caso, se vai ser uma função do Facebook ou uma plataforma totalmente nova e separada.

Facebook x adolescentes 

A plataforma LOL é mais uma clara tentativa do Facebook reconquistar os usuários mais jovens. Em novembro de 2018, mostramos que a Pew Research Center revelou que a rede perdeu 20% dos adolescentes nos últimos três anos.

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No entanto, as tentativas do Facebook até agora não se mostraram positivas, como o IGTV e o próprio Facebook Watch.

Pelos adolescentes serem os principais geradores de receitas nas redes, é compreensível a luta de Zuckerberg. Contudo, as alterações do Facebook só prejudicou a evolução.

"Com a presença dos adultos (...) os mais jovens decidiram fazer o que sempre fazem. Dar as costas ao mundo adulto". Isso foi o que escreveu Gabriela Warkentin - colunista, professora e palestrante - no seu texto "Mamá, ¡salte de mi Facebook!", de 2014. Por isso, a LOL é mais um chute da rede para conversar diretamente com o jovem. Assim como já faz o stories. Leia também: Stories no YouTube e a competição com o Instagram Anteriormente, a empresa chegou a criar cópias do Snapchat, com o Poke e o Slingshot, porém ambos não obtiveram bons resultados. Mesmo coisa com a compra do aplicativos de mensagens anônimas, TBH, em 2017, que encerrou nove semanas depois devido ao péssimo resultado.

Agora, fica a dúvida para ver se o LOL vinga. E se o Facebook recupera a confiança e a lealdade dos adolescentes.

FONTE

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Guilherme Pin

Jornalista, aspirante a crítico e roteirista de filmes, youtuber nas horas vagas e o Chandler M. Bing da roda de amigos.