Na última segunda-feira (18), o Google divulgou que 17 países receberam o YouTube Premium e o Youtube Music. A lista de países é composta por nações da América do Norte, Europa e Ásia. Ou seja, nada de Brasil, por enquanto. Alemanha, Estados Unidos, Finlândia, Nova Zelândia e Suécia são alguns dos países presentes na lista. Sobre os serviços, o Premium é uma espécie de pacote. Que traz a plataforma tradicional, mas sem anúncio antes e durante os vídeos. E também séries exclusivas e originais. Dentro desse pacote, também está incluso o YouTube Music. Esta é plataforma de streaming musical por assinatura do portal de vídeos do Google. Parecido também com o Spotify, será um serviço que possibilita formar playlists e compartilhamentos. Lançada no final de maio, a plataforma veio para inovar. "Tornar o mundo da música mais fácil de explorar e mais personalizado do que nunca", explicou Elias Roman, gerente de produto do YouTube Music, sobre o objetivo do serviço. Nos Estados Unidos, o Premium custa US$11,99. O equivalente a R$45. Já o Music, individual, chega a US$9,99, por volta de R$37, caso convertido. De acordo com as informações do TecMundo, os já assinantes do Google Play Música, serão migrados ao YouTube Music. E os assinantes do YouTube Red para o Premium. Mas, segundo a publicação, isso ainda não é garantido. Um dos motivos do serviço não ser lançado mundialmente, e só em alguns lugares, seria pela reestruturação das plataformas do site. O fato do YouTube também passar por diversas mudanças pode fazer com que os dois serviços demorem para chegar em algumas regiões.

Mas e o Brasil?

Por mais que o país esteja de fora da lista inicial, é possível que o serviço chegue ainda este ano por aqui. A CEO do YouTube, Susan Wojcicki, revelou, em fevereiro, que a proposta deles é ter o serviço em pelo menos 100 países, até o fim do ano. E ainda existe a questão do preço. Apesar dos valores já estabelecidos nos Estados Unidos, por aqui deve ser diferente. Com o crescimento de usuários em sistemas como o Spotify e Apple Music, é possível que seja mais barato do que a conversão direta. Assim, o YouTube pode ter o direito de competir. Isso, se o serviço conseguir apresentar demandas diferentes dos outros.

Youtube Music e os serviços de streaming

A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) divulgou dados que mostram um crescimento de 41,1% de usuários em sistemas de streaming, em 2017. Com esse número, os sistemas se tornaram a principal fonte de receita da indústria. Dos US$17,3 bilhões que a indústria faturou ano passado, o streaming reflete 38,4%. O mesmo efetivou o aumento das receitas das gravadoras em 8,1%, mundialmente. 2017 foi o terceiro ano consecutivo de crescimento. Com esse cenário, o YouTube Music vem para restabelecer o mercado. Mas principalmente, competir com grandes que já fizeram a diferença na indústria. Com a popularização da plataforma, o novo serviço tende a chamar a atenção, mas ainda assim, precisa mostrar diferenças criativas. FONTES
Fonte1 Fonte2 Sobre nós A influu é o ecossistema feito para influenciadores digitais. Com foco na monetização e profissionalização dos novos formadores de opinião, a empresa se divide em três áreas: criação de conteúdo para o blog, redes sociais e YouTube, realização periódica de eventos por todo Brasil e mediação entre influenciadores e marcas para campanhas de marketing.

Para entrar em contrato, mande um e-mail para [email protected]

Guilherme Pin

Jornalista, aspirante a crítico e roteirista de filmes, youtuber nas horas vagas e o Chandler M. Bing da roda de amigos.