Em fevereiro, o diretor financeiro do Facebook, David Wehner, divulgou que, futuramente, os usuários da rede vão conseguir apagar parcialmente o seu histórico de navegação. Apesar de se mostrar algo positivo aos usuários, principalmente depois das polêmicas envolvendo a venda/compra de dados, a ferramenta pode representar uma ameaça para o modelo de negócio da empresa

O próprio Facebook demonstrou que a ação é uma tentativa de responder as críticas envolvendo tanto a companhia quanto Mark Zuckerberg

Como dito, a nova ferramenta não vai permitir uma eliminação completa do histórico. No entanto, vai dar, aos usuários, acesso a visualizações dos dados sobre eles mesmos, que foram compilados pelo Facebook por meio de outros aplicativos ou sites. Então, esses dados vão poder ser eliminados, caso o usuário deseje que assim seja feito. 

Os dados, no caso, são os que mostram se um usuário acessou ou não um link através da rede social. Além das páginas visitadas dentro desse link, o tempo gasto neles, entre outros. Isso porque a rede consegue informações detalhadas sobre cada um dos usuários por meio de ferramentas de análises e de "rastreamento". 

Leia também: Entenda porque executivos de redes sociais não as utilizam

Essas ferramentas permitem que o Facebook consiga elaborar perfis detalhados sobre as atividades online. Tanto dentro quanto fora da rede social. 

Indo contra o próprio negócio 

Mesmo crescendo, o Facebook está longe de melhorar sua imagem em relação a gestão de privacidade e segurança. Ainda mais depois do escândalo gerado após a revelação que a empresa usou um aplicativo para compilar milhões de dados dos usuários da plataforma sem o consentimento dos mesmo. Ainda mais para fins políticos. 

Na mesma época, o próprio Zuckerberg prometeu uma ferramenta que desse mais controle aos usuários. Porém, a decisão do CEO pode trazer consequências negativas à empresa. Isso porque o negócio da rede consiste na venda de espaços publicitários ajustados às preferências de cada usuário. Adivinha como? Sim, através do histórico de navegação e das atividades dos usuários. 

Para Wehner, isso vai dificultar a tarefa da empresa de se dirigir a cada pessoa de maneira efetiva. Mas mesmo com o ponto negativo, Zuckerberg deve seguir a promessa a risca. Ainda mais quando a preocupação não está só na segurança dos usuários, como também na sua própria. 

Leia também: Por que redes sociais escondem números de seus balanços?

Mark Zuckerberg protegido do mundo

Por mais que o Facebook tenha perdido sua fama inicial, a rede ainda é uma das maiores do mundo e seu CEO está na lista dos dez homens mais ricos do mundo. E com toda a confusão de seu nome e de sua empresa, a rotina de Zuckerberg é recheada com segurança. 

De acordo com o texto da Businesses Insider, publicado na última quinta (07), o fundador investe aproximadamente US$10 milhões por ano para garantir sua segurança. Além de investir no posicionamento de seguranças dentro dos enventos, Zuckerberg também tem precaução com atentados de bomba. Principalmente pelo fato dele ainda trabalhar em um escritório aberto e próximo de outros funcionários. 

A diferença é que a localidade do escritório é muito próxima da garagem, o que facilita uma possível fuga, caso necessário. Dentro disso, a garagem foi projetada para nenhum carro estacionar abaixo de sua sala, evitando um possível ataque com carro-bomba. O escritório também é revestido com salas com vidros a prova de vala, que, segundo algumas fontes, possui uma rampa secreta com passagem direta à garagem. 

Leia também: Como marcas podem reverter o abandono do Facebook?

FONTES

1 2

 

Guilherme Pin

Jornalista, aspirante a crítico e roteirista de filmes, youtuber nas horas vagas e o Chandler M. Bing da roda de amigos.