Já é batido dizer que a cultura da internet trouxe os discursos de ódio. Ou melhor, ela aproximou as pessoas e tornou-os mais recorrentes. Muitas pessoas ainda sofrem com essas críticas agressivas dos haters e não sabem como agir. Se jogadores de futebol e atores famosos, que contam com assessoria de imprensa e toda uma equipe de apoio, sentem-se impotentes com esse tipo de rejeição, imagina os youtubers. Apesar dos influencers finalmente serem aceitos como profissão, a maioria não tem preparo para reagir em situações complicadas. Algo normal em se tratando de pessoas (muitas vezes, jovens) que se tornaram relevantes e conhecidas, mas não tiveram um treinamento para isso. Devido a exposição que os youtubers têm, uma posição deve ser tomada. Há duas possíveis maneiras de lidar com haters: bater de frente com eles ou contornar a situação de forma "amigável".

Youtuber x haters

haters no youtube Essa não é a opção mais recomendada. Vamos para mais um clichê: "Ódio gera ódio". Apesar de não ser grande fã de frases prontas, essa sem dúvida se aplica aqui. Quanto mais polêmico for um influenciador, mais haters ele terá. Mas, por outro lado, não rebater essas críticas pode ser difícil para alguns. Foi assim que algumas pessoas como Felipe Neto e Pablo Villaça ficaram conhecidas. Goste você ou não deles, não da para negar que eles têm personalidade forte, seja isso positivo ou negativo. No caso de influencers polêmicos, rebater os críticos parece a única opção. Eles não conseguirão ficar quietos e o público deles espera essa "resposta à altura", e, no caso do Felipe Neto, parte do conteúdo dele depende disso. Como diria aquela outra frase motivacional: "Não dá para você mudar quem você é".

 Argumentar com haters

haters no youtube Por mais que seja difícil, ser um cara "legalzão" na internet é o que te trará melhores frutos. Se alguém te xingar, responda com um argumento consciente. Os "odiadores da internet" querem brigar e polemizar e essa atitude tirará isso deles. Aos poucos, esses seguidores indesejados perceberão que não têm o poder de te tirar da sua zona de conforto. Sabe quando, em uma discussão (fora das redes sociais), uma pessoa está certa, mas ela se descontrola, passa do ponto e "perde a razão". Não entrar em conflito com haters fará com que você nunca passe por isso e seja sempre o dono da razão. No influuteco que contou com a presença do Tavião, dentre os muitos pontos que ele abordou, um me chamou muita atenção. Ele falou que a vida dele na internet deu uma virada quando ao invés dele falar mal das coisas que o irritavam, ele passou a substituir esse momento por focar em coisas positivas.

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E não fica restrito apenas aos críticos. Ele disse que se uma campanha com uma marca deu muito errado e essa empresa não conduziu bem a situação, ao invés de criticá-la, ele passou a falar bem de uma outra campanha com uma outra marca que deu certo e a ignorar essa que foi prejudicial. Sem dúvida essa atitude funcionou, já que hoje o Tavião é uma das pessoas com menos haters. Lembra do "ódio gera ódio"? Então, o mesmo vale para o contrário: "Positividade gera positividade".

Entrevista com Mussoumano

Esse foi um dos temas abordados na entrevista do canal da influu com Mussoumano. O youtuber faz batalha de rap e conta com quase sete milhões de inscritos em seu canal. "Sendo influenciador ou não sendo influenciador, sempre vai ter alguém dando opinião [negativa] sobre sua vida. Não perde tempo, continua fazendo [seus vídeos e não liga para isso]", orienta o influencer. Assista à entrevista completa:

Sobre nós A influu é o ecossistema feito para influenciadores digitais. Com foco na monetização e profissionalização dos novos formadores de opinião, a empresa se divide em três áreas: criação de conteúdo para o blog, redes sociais e YouTube, realização periódica de eventos por todo Brasil e mediação entre influenciadores e marcas para campanhas de marketing.

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Victor Russo

Tenho 22 anos e sou formado em jornalismo na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Sou criador de conteúdo da influu e cubro os eventos da empresa. Amo cinema e tenho um canal no YouTube, chamado 16mm, sobre o tema. Além disso, tenho um podcast sobre NFL chamado Goatopolis.