Desde a ascensão dos smartphones, o que dominou foram os apps. Porém, esse mesmo crescimento fez, nos últimos anos, com que os aplicativos ficassem um tanto obsoletos. Hoje, antes de baixar, questionamos se aquele app realmente é necessário. E isso pode trazer o fim dos aplicativos móveis. O plano inicial era que, um dia, toda entidade legal teria seu próprio aplicativo móvel. Aplicativos que seriam espalhados pela internet, como propriedades físicas em um mapa. Contudo, isso não aconteceu. Em um cenário exagerado - ou nem tanto assim - é provável que você tenha, tirando os pré-instalados, 100 apps. Os usados com mais frequência não chegam a 30. Muitos aplicativos tornam o celular mais lento. Há uma ocupação de memória muito grande, além de execução de processos em segundo plano mesmo quando não está em uso. Nesse caso, você até instalaria vários outros, mas prioriza os fundamentais. Isso pode prejudicar no desenvolvimento de novos apps, mantendo aqueles mais "poderosos". Confira outros motivos para um futuro fim dos aplicativos. Leia também: 6 apps de realidade virtual que transformam a educação

Propósito

Aplicativos devem cumprir um propósito frequente e funcional. Quando teve o surgimento dos smartphones, grandes empresas logo foram atrás de criar seus próprios apps. E com o tempo, foram percebendo a dor de cabeça que era manter um. Principalmente com atualizações. Toda vez que informações do site eram atualizadas, era preciso fazer o mesmo no aplicativo. O mesmo quando o fabricante do celular atualizava o sistema operacional. No fim, a menos que você seja um grande varejista, tudo o que você precisa é um site otimizado para dispositivos móveis. Leia também: 10 dicas simples para Layout de blogs

Ecossistema

Com os pontos de espaço e propósito já apresentados, esse terceiro é uma lógica evolução. No caso, aplicativos menores, hoje, estão se tornando parte de um ecossistema de mídia social ou carteira móvel. A indústria chama isso de building an ecosystem [construir um ecossistema]. A estratégia é vincular os comportamentos diários e os gastos dos usuários em seus apps. Um exemplo disso são os restaurantes. Eles estão integrando em aplicativos de entrega de alimentos ao invés de criar o seu próprio. Por sua vez, esses aplicativos de entrega estão se consolidando com aplicativos de carteira móvel. O app Go-Jek - o maior de compartilhamento de motos da Indonésia - trata-se de uma carteira móvel multifuncional. Há tanto veiculação de passeios, quanto entrega de comida e serviços de estilo de vida. A principal inspiração desse tipo de aplicativo é o WeChat. Hoje, o maior aplicativo de mensagens da China integrou quase todos os serviços de estilo de vida em sua carteira móvel. Atualmente, toda empresa chinesa séria tem uma conta do WeChat. Não só isso, o app chinês também introduziu a sessão mini-programas. Ecossistema baseado em API, ele basicamente permite que desenvolvedores de terceiros criem outros aplicativos dentro do WeChat. Assim, ninguém nunca sai do app.

Consolidação de aplicativos

Não importa o setor, na medida que ele amadurece, consolida-se. Isso é a realidade dos aplicativos nativos, que, para monetização, é preciso economias de escala, grandes bases de usuários e tráfego frequente. A ideia, mesmo boa, não importa. O aplicativo custa cada vez mais publicidade e promoção antes de atingir a grande massa. Inclusive, aplicativos recebem esse nome porque é o que como a Apple chamava o software instalado localmente nos computadores. No que diz respeito à instalação de qualquer coisa em um disco rígido, é só pensar na tendência de serviços baseados em nuvem. Manter um app exige tempo, esforço e dinheiro. Especialmente quando sistemas como iOS e Android são constantemente atualizados. Hoje vemos que aplicativos nativos não são mais tão necessários quanto antes. Uma consolidação em massa está cada vez mais perto. Fazendo com que a fase do "existe um aplicativo para isso" esteja chegando ao fim. Leia também: 4 apps que ensinam sobre consciência cultural e sensibilidade

FONTE

Sobre nós A influu é o ecossistema feito para influenciadores digitais. Com foco na monetização e profissionalização dos novos formadores de opinião, a empresa se divide em três áreas: criação de conteúdo para o blog, redes sociais e YouTube, realização periódica de eventos por todo Brasil e mediação entre influenciadores e marcas para campanhas de marketing.

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Guilherme Pin

Jornalista, aspirante a crítico e roteirista de filmes, youtuber nas horas vagas e o Chandler M. Bing da roda de amigos.