Youtuber condenado a 4 anos de prisão


Nós já falamos várias vezes sobre cuidados que os influenciadores devem ter. Mais uma vez vamos ter que falar sobre isso, pois um vídeo acabou com um youtuber condenado a 4 anos.

Não precisa se preocupar porque o fato não aconteceu no Brasil. Mas é porque esse é um caso de censura. Entretanto, é importante deixar claro que aqui no Brasil os influenciadores também precisam respeitar a legislação vigente no país.

Ou seja, se você cometer algum crime no YouTube ou em outras redes sociais, também poderá acabar como esse youtuber condenado.

Entenda o caso

O youtuber marroquino Mohammed Sekkaki postou um vídeo em novembro. Neste vídeo – que tem duração de 12 minutos – ele apareceu muito indignado com a situação política e econômica vivida no Marrocos.

Por isso, em um momento de exaltação, ele chamou os marroquinos de “burros” e aproveitou para criticar o rei Mohammed VI. Na verdade, o que ele criticou foram os discursos do rei que, segundo o youtuber, são falas que não são seguidas de resultados.

O problema é que, de acordo com a lei do Marrocos, é crime criticar o rei. Por isso, o youtuber – cujos vídeos costumam ter 100.000 views – foi preso no começo de dezembro.

Youtuber condenado

O julgamento de Mohammed Sekkaki foi agendado para o dia 26 de dezembro. Ele foi considerado culpado e, por isso, deverá passar 4 anos na cadeia.

Porém, o rapaz ainda poderá recorrer da sentença – coisa que ele e o advogado já afirmaram que será feita. Segundo o advogado, o jovem deve permanecer preso até o dia 2 de janeiro e, depois disso, eles poderão apelar.

O jornal New York Times falou com alguns advogados especialistas em liberdade de expressão. Segundo eles, a prisão de Mohammed é uma mensagem clara para qualquer marroquino que use mídias sociais.

Afinal de contas, o Marrocos está passando por momentos sociais e econômicos muito difíceis. Por isso, o governo se prepara para que algumas pessoas tentem usar as redes sociais para desabafar sobre essas questões.

Então, a pressão para evitar essas práticas está se tornando mais forte.

Fontes 1 e 2