Twitter não permitirá anúncios políticos


Diferente de outras redes sociais, o Twitter não permitirá anúncios políticos. Por mais que isso tenha acontecido de repente, não chega a ser uma novidade tão grande. Afinal de contas, todo mundo sabe que o Twitter é a rede que está no centro político.

Porém, essa medida não vale para qualquer tipo de anúncio, apenas os pagos. Portanto, a partir do dia 22 de novembro, nenhuma propaganda paga sobre política poderá aparecer no Twitter.

O anúncio foi feito na própria plataforma, por meio do perfil do CEO do Twitter. Na mensagem – postada no dia 30 de outubro – ele disse: “Nós decidimos parar com todos os anúncios políticos pagos no Twitter do mundo todo. Nós acreditamos que o alcance das mensagens políticas deveria ser ganho e não comprado. Por quê? Por algumas razões…”

Depois disso, ele exemplificou uma série de motivos. Portanto, a próxima sessão do post explicará as razões do Twitter de forma mais detalhada.

Twitter não permitirá anúncios políticos

A seguir, vamos colocar a tradução dos motivos que foram escritos pelo CEO da plataforma. Se você quiser lê-las no original, basta ver tudo o que ele comentou embaixo do tuíte compartilhado acima.

Tuíte 1

“Uma mensagem política merece ser compartilhada quando uma pessoa segue uma página ou vê um retweet. Mas se você paga pelo alcance, você tira a escolha do usuário, forçando a visualização de anúncios pagos e muito otimizados. Porém, nós acreditamos que essa decisão não deve ser comprometida com base em questões financeiras”.

Tuíte 2

“Os anúncios na internet são uma forma muito poderosa e eficaz para questões comerciais. Entretanto, esse poder representa um risco político, pois pode ser usada para influenciar votos, afetando a vida de milhões de pessoas”.

Tuíte 3

“Anúncios políticos na internet representam desafios completamente novos no discurso cívil: aprendizado automático – automatização de mensagens e micro alvos, informações enganosas não checadas e falsas. Tudo isso de uma forma esmagadora, mais sofisticada e, além disso, com uma velocidade cada vez maior”.

Tuíte 4

“Esses desafios afetarão TODA comunicação na internet, não apenas os ads políticos. É melhor focar nossos esforços nos problemas de origem, sem adicionar lenha na fogueira ou a complexidade trazida pelo dinheiro. Tentar resolver os dois problemas significa não resolver nada bem e, portanto, ferir a nossa credibilidade”

Tuíte 5

“Por exemplo, nós não podemos dizer: “Nós estamos trabalhando duro para impedir que as pessoas enganem nossos sistemas para espalhar fake news, massss se alguém nos pagar para que a gente force as pessoas a ver anúncios políticos pagos… aí eles podem dizer o que quiserem””.

Tuíte 6

“Nós consideramos acabar apenas com os anúncios de candidatos, porém haveria como contornar isso. Além disso, não seria justo que todo mundo, menos candidatos comprem anúncios que eles querem compartilhar. Por isso, nós resolvemos impedir todos”.

Tuíte 7

“Nós sabemos que somos uma parte pequena de um sistema muito maior de anúncios políticos. Alguns podem argumentar que nossas ações podem favorecer algumas pessoas. Entretanto, nós presenciamos tantos movimentos sociais atingindo escala massiva sem a necessidade de anúncios políticos. Eu acredito que isso só vai crescer”.

Tuíte 8

“Além disso, nós estamos ansiosos por uma regulamentação de anúncios políticos (muito difícil de fazer). Obrigações de transparência em anúncios são um progresso, mas não é o suficiente. A internet cria funcionalidades completamente novas e os reguladores precisam pensar além do presente para garantir um jogo mais nivelado”.

Tuíte 9

“Nós compartilharemos a política final em 15/11, incluindo algumas exceções (anúncios para incentivar o registro de votação serão permitidos, por exemplo). Nós começaremos a fazer valer nossa política no dia 22/11 para permitir que quem tem anúncios lançados seja notificado antes que a regra realmente comece a valer”.

Tuíte 10

Nota Final. Isso não é sobre liberdade de expressão. Isso é sobre pagar para ter alcance. E pagar para aumentar o alcance do discurso político tem ramificações significativas que a estrutura democrática atual pode não estar preparada para enfrentar”.

Fontes 1, 2 e 3