TikTok nos EUA: o último fim de semana


Parece que a novela de TikTok nos EUA está chegando ao fim. A partir de domingo as plataformas chinesas – o WeChat também será banido – devem ser proibidas no domingo.

Há algum tempo o presidente americano, Donald Trump, tem ameaçado acabar com a vida do TikTok nos EUA. Além das questões políticas, é preciso dizer que ele não tem um bom relacionamento com a plataforma, pois ela foi utilizada para as falsas compras de ingressos para um comício dele como candidato das eleições de 2020.

Mas, segundo a Casa Branca, o principal motivo para o banimento do TikTok nos EUA é o fato de que – segundo o governo americano – “o Partido Comunista da China mostrou que tem os meios e a intenção de usar esses aplicativos para ameaçar a segurança nacional, a política externa e a economia dos Estados Unidos”

Entretanto, os donos das duas plataformas afirmam que isso é mentira! Aliás, eles afirmaram que coletam dados iguais aos coletados pelo Instagram e o Facebook. Ambos são proibidos na China.

A partir de domingo ninguém mais poderá baixar o TikTok nos EUA, mas quem já tiver a plataforma poderá continuar usando-a até 2021.

Acredita-se que essa seja uma tentativa de Donald Trump de evitar que os jovens vão às urnas para votar contra ele como forma de represália. Vale lembrar que o voto nos EUA é facultativo.

Porém, o TikTok já deixou claro que não vai sair do país sem lutar.

TikTok nos EUA

A CEO do TikTok, Vanessa Pappas, afirmou que eles estão na justiça para tentar evitar o banimento. Segundo ela, essa situação é ruim para todas as redes sociais, pois abre precedente para que todas sejam banidas.

Por isso, ela convidou o Facebook e o Instagram para se unirem ao processo e lutar pela liberdade das redes sociais na internet.

No Twitter, ela escreveu:

“Convidamos Facebook e Instagram a aderirem publicamente ao nosso desafio e apoiar o nosso litígio. Este é um momento para deixar de lado nossa concorrência e focar em princípios fundamentais como liberdade de expressão e o devido processo legal”

Fontes 1 e 2