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Proteger a sua imagem – influencer processa Havan por uso indevido

A importância de proteger a sua imagem

Influenciadores digitais – em sua maioria – trabalham com fotos de si mesmo. Por isso, é preciso estar atento, para que você possa proteger a sua imagem. Uma influenciador precisou processar a Havan por isso.

Andreza Siltos é uma influenciadora de Salvador. A jovem tem 165 mil seguidores no Instagram e cerca de 72 mil no YouTube.

Andreza Siltos é influenciadora de moda e beleza

A influenciadora cria conteúdo de moda e beleza. E, como todo influencer precisa se preocupar em proteger a sua imagem. Ou seja, com quais marcas ela cria parcerias? Com quais influenciadores ela poderia fazer collab?

O trabalho digital também inclui outras estratégias como a melhor forma de criar o seu conteúdo, o que escrever e o que não escrever nas legendas.

Tudo isso é muito importante para o trabalho de um influenciador digital. No caso de Andreza, por exemplo, ela mostra sua rotina de cuidados com a pele e os cabelos. Por isso, indica produtos e deve ter certeza de que isso não pode ferir outras pessoas.

Ou seja, ela tem o trabalho de testar produtos, observar os resultados e depois construir o conteúdo.

Portanto, nenhuma marca tem o direito de usar a imagem da influenciadora de forma indevida. E é esse o argumento do seu processo contra a Havan.

O caso

Segundo reportagem do UOL, o processo foi ocasionado pelo fato de que – de acordo com a influenciadora – a Havan estaria vendendo roupas com o rosto dela estampado. Porém sem autorização da própria criadora de conteúdo.

A defesa de Andreza afirmou que a loja foi notificada sobre o uso indevido de imagem, mas optou por seguir com as vendas. Por isso, o caso foi levado para a justiça.

A defesa pediu que a empresa fosse impedida de vender as camisetas imediatamente. Entretanto, a Juíza – que ainda não avaliou o mérito da ação – disse que ainda é muito cedo, pois

“Não vislumbro, a priori, o perigo de dano ou risco ao resultado útil do processo vez que, caso seja comprovado o uso indevido da imagem da agravante, esta poderá ser indenizada. Ademais, a imagem utilizada, em princípio, não denigre a honra da agravante ou a coloca em situação de vulnerabilidade, capaz de configurar os elementos ensejadores da antecipação de tutela (liminar)”.

Isso quer dizer que a influenciadora terá que esperar o fim do julgamento para que as peças parem de ser vendidas.

Mais pessoas foram à justiça proteger a sua imagem

Essa não é a primeira vez que algo assim acontece. É preciso ter muito cuidado ao usar a imagem de outra pessoa, afinal isso não pode ser feito de forma indevida.

É preciso autorização prévia ou que o uso esteja adequado com as leis de direito de imagem.

Em 2019, o instagrammer do perfil “Sento a vara” foi condenado a pagar indenização de R$100 mil para o dono da imagem utilizada no meme. O homem que aparece na imagem, o senhor João Nunes tem 92 anos e não achou o uso da sua foto engraçado.

Outro meme que gerou processo foi o da foto de rica de Fabiana Santoro. Você conhece esse meme, é o que uma menina está em um carro, segurando uma taça de champanhe e com cara de rica.

A jovem, que agora tem 20 anos, não ficou satisfeita ao ver camisetas com a sua imagem sendo vendidas até nos Estados Unidos e, por isso, entrou na justiça para impedir que a comercialização seguisse acontecendo.

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