Entenda porque transformação digital é um problema de liderança


Hoje em dia, já muito se falou e escreveu sobre a natureza da transformação digital ao longo dos anos. Porém, a frase começou a perder o seu sentido. Não é de admirar que as pessoas se confundam com isso. E também não é de admirar que muitas organizações não conseguem entendê-lo.

Em sua definição clara, transformação digital é o ato de mudar radicalmente o funcionamento de sua organização, para que ela possa sobreviver e prosperar na era da internet.

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Inclusive, o ato de mencionar a internet é a primeira coisa que causa confusão no assunto. Muitos líderes assumem que a transformação digital é o mesmo que construir um site melhor. Em muitos casos, sites melhores podem percorrer um longo caminho para atender às necessidades de usuários, cidadãos ou clientes. Porém, um site novo não é – e nunca poderá ser – uma transformação em si. Nesse caso, o site é resultado da transformação. Ou seja, é um produto, e não um propósito.

Nessa situação especificamente, o site e a tecnologia responsável por impulsioná-lo não é o que importa. Ambas são componentes que você encaixa e reorganiza sempre que quiser. O que realmente importa é a prestação de serviços e, portanto, a cultura da equipe.

Prestação de serviços com usuários

Fazer bem a prestação de serviços exige que uma organização desenvolva uma boa compreensão das necessidades de seus usuários. Construir relacionamento com usuários reais requer duas coisas: tempo e equipe.

Sobre o tempo, mudanças não acontecem da noite para o dia. E porque o relacionamento é melhor expresso pela sua organização e entendido pelos usuários na forma constantemente iterada e aprimorando os produtos. Quanto mais tempo a organização investe em mostrar aos usuários que a empresa entende as necessidades, mais forte se torna o relacionamento. Quanto à parte da equipe, o melhor mecanismo para fazer tudo isso acontecer é o de uma equipe multidisciplinar, ágil e capacitada.

Multidisciplinar: todos os cérebros necessários estão na mesma sala, ao mesmo tempo, constantemente trabalhando juntos e focados apenas nesse único problema.

Ágil: divisão de trabalho em pequenos pedaços, para torná-lo mais gerenciável. Equipe que libera pequenas mudanças, com muita frequência. Seu trabalho é inteiramente baseado no que eles aprendem de pesquisas que envolvem usuários reais, e não em adivinhações.

Capacitado: a equipe não é prejudicada pela governança, finanças, RH e interrupções da administração de nível médio e sênior, procurando maneiras de justificar seus próprios trabalhos.

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O sentido da inovação

Ao mesmo tempo que se fala sobre a transformação digital, muito se fala também sobre inovação. Quase todos os artigos sobre o assunto trazem conteúdos absurdos, que no fim, são apenas ficção de design criadas para fazer os executivos sentirem que estão fazendo algo inovador, sendo que a coisa mais inovadora sobre eles é, geralmente, o relógio inteligente.

“Se o CEO está falando sobre Blockchain, mas, na linha de frente, os funcionários estão enviando documentos por fax, algo deu errado”, escreveu Emma Gawen, editora do boletim Public Digital. No fim, inovação não virá de laboratórios ou inteligência artificial, mas sim de equipes que trazem resultados. Times que fazem e são por líderes que lhes permitiram fazer, são os verdadeiros inovadores.

Por isso, a transformação passa a ser um problema de liderança. É algo que você pode realizar ao fazer o que os bons líderes fazem: decidir as coisas. Incentive pessoas, capacite as equipes e confie no profissionalismo e na experiência. A inovação que faz a diferença, que fornece valor público através do mecanismo da política, tem requisitos semelhantes.

Compreender a administração pública moderna significa compreender a natureza da burocracia criativa. Portanto, realizar a transformação digital é uma mudança radical e difícil. Não porque é complicada, mas porque é principalmente uma função de pessoas e comportamentos e relacionamentos. O mais difícil de tudo é garantir que todos compreendam não apenas o que deve mudar, mas o por quê. No fim, as melhores equipes são lideradas por líderes que se comunicam, ao invés de comandar.

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