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PlayPlus: uma revolução na TV aberta?

Anunciado nesta segunda-feira (13) e lançado no dia seguinte, o PlayPlus é o serviço de streaming da Record, ou “primeiro marketplace de streaming e vídeos on demand do Brasil com conteúdo próprio, além de contar com canais nacionais e internacionais”, como a emissora mesmo denominou.

Além do conteúdo da TV Record e Record News, ESPN, PlayKids e algumas rádios também já fazem parte da plataforma. Esta tem um custo que varia entre R$12,90 e R$32,80, dependendo pacote, e está disponível para iOS e Android.

Mudança

O importante desse post não será a notícia em si, mas o que podemos analisar a partir dela. O fato de uma TV aberta se lançar no online dessa forma é algo interessante, até porque já venho falando há tempos de como esse meio de comunicação deve se adaptar para conseguir coexistir com as plataformas online, que já começaram a engolir a televisão. Ou como o Richard Rasmussen disse “a TV já perdeu essa corrida para o YouTube“.

Porém, mais que a notícia, o que me chamou atenção foi a declaração de Antonio Guerreiro, superintendente de estratégia multiplataforma do Grupo Record: “O usuário pode ter acesso ao melhor do jornalismo, entretenimento, esportes e dramaturgia” explicou Antonio, que ainda completou “democratizando o acesso a programações de qualidade onde, como e quando quiser”.

Pode parecer lógico e simples essa fala, mas, se pensarmos bem, ela é quase revolucionária. Finalmente a televisão está percebendo o porquê de sua queda: o conteúdo que quiser, quando, como e onde desejar. Ou seja, o fim de uma programação fixa e variedade de conteúdo. Isso é exatamente o que a geração atual espera.

PlayPlus e futuro da TV aberta

Mas calma, não estou dizendo que o PlayPlus vai dar certo e nem que ele é uma revolução enorme. A TV brasileira precisa fazer bem melhor que isso para disputar em igualdade com o YouTube, e, por que não, com Netflix, Amazon Prime e os demais serviços de Streaming. Esse talvez seja o primeiro passo no caminho certo.

O sucesso desse serviço vai depender muito da qualidade do conteúdo que vai ter lá dentro. A parceria com a ESPN é um grande acerto, já que esporte é uma das coisas mais consumidas no Brasil. Gosto muito também da ideia de ter jornalismo disponível para ver a qualquer momento.

Primeiro porque não são todas as pessoas que conseguem assistir às notícias na TV. E, segundo, porque pode ser uma forma de renovar a profissão, que segue até hoje os mesmo ideias do começo do século passado.

Globo

Apesar da Record ser a segunda maior emissora do país e ter bastante dinheiro em caixa, quando falamos de TV aberta, no Brasil, quem dita as regras é a Globo.

Esta já percebeu a força do online e tem tentado mudar aos poucos. Antes ela não falava os nomes de youtubers e nem das redes sociais (YouTube, Twitter, Instagram, Facebook). Isso porque eles viam os influenciadores digitais como rivais e acreditavam que poderiam vencer esse “duelo”. Hoje em dia, eles perceberam que o melhor é tentar se adaptar às mudanças e não tentar nadar contra a correnteza.

Um exemplo disso é o programa Zero1, apresentado por Tiago Leifert. É um cara jovem, que representa a modernidade, e que traz diversos youtubers como convidados. Outro exemplo é o site Globo.com, que tem muito dos conteúdos passados na TV, como novelas e trechos de jornais. E muitos destes precisa ser assinante para assistir.

Seria uma forma de streaming? Não, o Globo.com é um site de notícias. Ele não tem layout nem conteúdo de streaming e o seu público entra lá para buscar outro tipo de informação.

Por que a Globo não faz algo parecido ao PlayPlus? Isso é curioso. Talvez ela faça um dia. Quando? Difícil prever. A adaptação da emissora para o online ainda é um pouco lenta.

O público que consome esse conteúdo é, em sua maioria, tradicional e com média de idade mais alta. Então, não faz tanto sentido eles criarem uma plataforma para colocar novelas, por exemplo, pois as pessoas que gostam delas estão acostumadas a seguir a programação ao vivo do canal.

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