Nana Rude: erro prejudica ação de marketing de influência


Marketing Digital

Muitas empresas têm usado influenciadores para auxiliar no marketing digital. E isso é ótimo. Entretanto, a escolha do influenciador correto é fundamental para que a ação faça sentido. Por isso, vamos falar de uma campanha com Nana Rude.

Esse texto é a análise de uma campanha. Pois essa é a melhor forma de exemplificar um fato. Porém, antes de mais nada, é importante deixar claro o que é marketing digital.

Basicamente, são estratégias online que permitem que as empresas otimizem sua performance onde o objetivo é converter vendas de produtos e serviços de forma online e offline.

E, por isso, envolve também o marketing de influência. Um dos melhores tipos de estratégia de marketing da atualidade.

A campanha

A campanha que nós analisaremos hoje recebeu o nome de Melhor pra mim e é da Bayer.

A ideia da campanha é que as mulheres comecem a pesquisar e se informar a respeito do melhor método para evitar uma gestação indesejada.

No site da campanha é possível aprender sobre uma série de métodos contraceptivos, como o anticoncepcional, o preservativo, o DIU etc.

A embaixadora da ação é a cantora Ludmilla. Porém, ela não é a única que está participando da campanha.

Existem influenciadores envolvidos, por exemplo o Nana Rude.

A participação de Nana Rude

A participação de Nana Rude no marketing digital dessa campanha está dando o que falar. Acontece que Nana Rude é um homem e, por isso, algumas mulheres se sentiram incomodadas com a campanha.

O motivo? O “lugar de fala” dessa campanha não pertence a um homem. Ou seja, ele está falando sobre um assunto do qual ele não tem conhecimento prático.

Afinal de contas, por mais que um homem saiba o que é um anticoncepcional, ele ainda não o usa. Portanto, por mais que ele saiba o que é, ele não têm conhecimento prático dos seus efeitos.

Sendo assim: faz sentido que ele participe da campanha?

A defesa da campanha

É muito fácil compreender o motivo do Nana Rude ter sido convidado para essa ação. Mais de 50% do público dele é feminino. Portanto, sempre que ele fala para mulheres, ele é ouvido por muitas.

Ao mesmo tempo, é preciso levar outro fato em consideração. Segundo a Veja, a Bayer enviou uma nota afirmando que:

“a conscientização de temas como contracepção e planejamento familiar não deve ser direcionada apenas ao público feminino.

O Movimento Melhor pra Mim não pretende indicar tratamentos, mas sim promover a busca por informações de qualidade sobre os diferentes métodos contraceptivos. Conhecimento que é fundamental para a saúde de toda mulher.”

Portanto, faria sentido a presença de um homem. Afinal de contas, o estudo a respeito de métodos contraceptivos são de responsabilidade não apenas das mulheres.

Porém, essa campanha não foi feita de forma que ela converse com homens. E nem o Nana Rude está tentando falar com homens.

O problema de ter Nana Rude na campanha

A grande questão é que, por mais que a campanha seja para todos, ela tem um público alvo definido. A campanha pretende conversar com mulheres.

A nota do Nana Rude – também divulgado pela Veja – inclusive confirma essa fato:

” Meu público é 81% feminino. Eu só fiz a ponte entre a mensagem e minhas seguidoras, divulgando a música da Ludmilla e o site da campanha”.

A questão é que muitas mulheres não querem receber esse tipo de informação de um homem. Métodos contraceptivos ainda são um assunto delicado e, por isso, fazem parte de uma conversa que deve ser feita entre mulheres.

Como escolher o influenciador?

Depois de dito tudo isso, nós chegamos à pergunta:

O que um influenciador precisa ter para ser escolhido para uma campanha?

Depende da campanha e do cliente. Porém, o que nós podemos dizer com certeza, é que não é apenas o número de seguidores que deve ser observado.

Além disso, é preciso se perguntar se o influenciador realmente consegue conversar com o público, se ele tem afinidade com o produto e se essa fala, na boca da pessoa fará a propaganda, faz sentido.

Cada vez mais, o planejamento de campanhas precisa refletir a sociedade. Isso inclui as noções de novas necessidades. Afinal, se as pessoas não se sentem mais representadas por uma imagem artística é justamente pelo fato de que elas esperam algo mais “real”.

Ou seja, não é só colocar uma figura pública. É tenha propriedade e vivência para falar de algo para um público alvo.

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