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Influenciadoras presas – uma triste realidade de muitos países

O caso das influenciadoras presas mostra para todos nós as diferenças entre países. Por mais que se tratem de questões culturais, ainda é necessário colocá-las em debate. Quer saber o motivo?

Nós já escrevemos aqui no blog sobre a importância de conhecer aspectos culturais do lugar para onde você pretende viajar. Nós dizemos isso pelo fato de que é preciso conhecer o local antes de criar conteúdo a respeito.

Infelizmente, nós já contamos a história de influenciadores que foram presos por crimes culturais. Ou seja, por fazer coisas que não são consideradas crimes em muitos países, mas são em alguns.

Portanto, todo influenciador – aliás, qualquer pessoa – que viaja precisa saber se é permitido tirar fotos pelo país, em quais lugares e com quais roupas as imagens e vídeos são permitidos. Além disso, é importante saber se a postagem em redes sociais são autorizadas.

Entretanto, não são só os turistas que devem se preocupar. Moradores desses países também podem ser influenciadores digitais, mas talvez isso não agrade ao governo.

A maior prova disso é o fato de que o Egito tem várias influenciadoras presas.

Influenciadoras presas no Egito

Em 2014 Abdel Fatah al-Sisi se tornou presidente do Egito. Isso aconteceu depois da Primavera Árabe, uma série de protestos que buscavam a liberdade de países do Oriente Médio.

Desde que ele assumiu, já mandou para a cadeia jornalistas, ativistas, advogados e intelectuais. Além disso, ele já mandou fechar sites em nome da “segurança do Estado”.

Entretanto, parece que ele resolveu mudar um pouco o foco e mandar para a prisão mulheres que se dedicam ao trabalho de influenciadoras digitais. A justificativa? As influenciadores – que usam TikTok – foram acusadas de espalhar a imoralidade na sociedade.

A universitária Haneen Hossam 1.3 milhão de seguidores no TikkTok. Ela gravou um vídeo dizendo que meninas podem ganhar dinheiro com a plataforma. Ela foi presa sob a acusação de promover a prostituição.

Mowada al-Adham postava vídeos de sátiras no TikTok e no Instagram. Ela foi presa em maio. A acusação? Atacar os valores da família e da sociedade do Egito.

Infelizmente, esses não são os casos mais graves. Uma menina de 17 anos gravou um vídeo denunciando que ela foi vítima de um estupro coletivo. Os estupradores foram presos, mas ela também. Todos foram acusados de promover a devassidão.

Fonte

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