FaceApp reacende debate sobre tecnologia de reconhecimento facial


Quem está presente nas redes sociais, provavelmente já se deparou com o novo aplicativo que está em alta: o FaceApp. Criando uma versão do rosto envelhecido, o aplicativo tem sido bastante usado por famosos e pessoas comuns.

O FaceApp já era conhecido por criar novos visuais, como diferentes cortes de cabelo, a partir de fotos. No entanto, voltou a fazer sucesso após liberar a nova função. E o que ajudou o app a viralizar foi o fato do novo filtro ser gratuito.

FaceApp x #10yearchallenge

Apesar de estar em alta, o FaceApp reacende um antigo debate: o uso de novas tecnologias de reconhecimento facial. E isso porque, após criar uma versão do rosto envelhecido, as fotos são divulgadas nas redes sociais. E, assim, estão propícias a serem usadas por tecnologias treinadas para o reconhecimento facial.

Mesmo trabalhando com uma projeção de rosto, o aplicativo da empresa russa Wireless Lab já conta com um banco de dados com informações e fotos de seus usuários. Em troca de filtros, quem baixa aplicativos como o FaceApp, de certa forma, “paga” com as próprias informações e atividades dentro da aplicação.

E, justamente por isso, relembra o debate que surgiu com o uso da hashtag #10yearchallenge. Na ocasião, a especialista em tecnologia Katie O’Neill chamou atenção para a brincadeira até então inocente. Segundo ela, a hashtag ajudaria a treinar o algoritmo de reconhecimento facial. E, pensando no FaceApp, a mesma conclusão pode ser aplicada.

FaceApp e os filtros racistas

No entanto, não é a primeira vez que o FaceApp se envolve em polêmicas. Em 2017 a empresa russa chegou a se desculpar após um de seus filtros ser apontado como racista.

A função, na época, tinha sido criada para deixar a pessoa mais sexy. Entretanto, ao se usar o filtro, o que acontecia era um embranquecimento da pessoa. E isso, segundo justificativa da Wireless Lab, se devia ao fato de ter sido desenvolvida a partir de modelos russos.

Na mesma época, outra função do aplicativo foi criticado: os filtros étnicos. Baseados em estereótipos, o FaceApp criava padrões de rostos negros, asiáticos e indianos. A função também foi removida.

Fontes 1, 2, 3 e 4