FaceApp de volta: o que você precisa saber sobre a política de segurança do app


O FaceApp está de volta. Depois de viralizar em 2019 com o filtro que deixava as pessoas mais velhas, ele voltou com outra novidade. Agora, os usuários podem ver como seria sua versão em outro gênero.

No entanto, enquanto as pessoas se aventuram com o filtro, é preciso relembrar que o FaceApp já foi criticado por conta de sua política de privacidade e segurança.

E é por isso que neste post vamos falar sobre como manter a segurança dos dados usando o app.

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FaceApp em 2020

O FaceApp é novamente o centro das atenções. E isso porque pessoas de todo o mundo estão postando os resultados do novo filtro com a hashtag #FaceAppChallenge (desafio do FaceApp, em português).

No Instagram já são quase 200 mil posts com a hashtag; enquanto no TikTok o conteúdo do desafio já tem mais de 8 milhões de views.

No entanto, a adesão não é só de anônimos. Afinal, celebridades como Chris Evans, Tatá Werneck e Wesley Safadão também entraram na brincadeira.

E é nesse cenário que tem se intensificado o debate acerca da segurança dos dados acessados pelo FaceApp. Abaixo, entenda mais sobre a política de segurança do aplicativo.

Política de segurança

O app, que foi desenvolvido pela Wireless Lab, tem sido novamente alvo da discussões sobre roubo de dados. E isso porque sua política de privacidade e termos de uso são padronizados e bastante vagos sobre alguns pontos.

A seguir, vamos ressaltar alguns pontos sobre o FaceApp, que são disponibilizados e precisam ser aceitos antes do download:

Acesso a dados – em “Informações pessoais que coletamos” consta que o FaceApp acessa somente fotos escolhidas para aplicação do filtro. Por isso, segundo o app, esse material fica na nuvem de 24 a 48 horas após a última edição ser realizada.

Uso de informações – o FaceApp diz que as informações pessoais podem ser usadas para:

  • melhorar o desempenho do aplicativo;
  • direcionar anúncios;
  • direcionar marketing.

No entanto, o FaceApp também explica que pode usar os dados, de forma anônima, e compartilhá-los com terceiros para “nossos fins comerciais legais”.

Permissão para publicidade – o app também explica que pode usar as fotos com finalidade publicitária. E, como o usuário aceita os termos no download, não é necessário perguntarem se você quer sua imagem em uma campanha publicitária, por exemplo. Afinal, já foi aceito.

Dados armazenados – no tópico “Transferência e processamento de dados”, o FaceApp solicita consentimento para “processamento, transferência e armazenamento de informações sobre você nos Estados Unidos e em outros países”. Isso significa que seus dados podem estar salvos em lugares e nações que você sequer sabe quais são.

Como se proteger

Quem usa o FaceApp está envolto nesse cenário que nem sempre é claro, em relação à política de segurança e termos de uso. No entanto, caso você opte por baixar e usar o app, pode se precaver em alguns pontos.

Por exemplo, ao fazer seu login, tente não vincular outra rede social. Afinal, caso você o faça, o app terá acesso a todas as informações que estão nela.

Além disso, caso você adquira a versão paga, ele também acessará seu histórico de compras vinculado à rede social escolhida para login.

Outra forma de se precaver é desativar as permissões diretamente do seu celular. Para isso, vá em Configurações e desative as permissões de acesso para os aplicativos que você não quer que interajam com seu aparelho.

Vale lembrar que, caso desabilite, essa permissão pode ser solicitada quando você tentar usar o FaceApp novamente.

Fontes: 1 e 2