#BlackoutTuesday: as redes sociais como espaço de manifestação na quarentena


Nesta terça-feira (2), o universo on-line se tornou um espaço de manifestação social por meio da hashtag #BlackoutTuesday. Como estamos de quarentena, pessoas de todo o mundo encontraram nas redes sociais um meio de fazer as manifestações contra o racismo repercutirem.

Por isso, neste post falaremos mais sobre essa manifestação que se estendeu para o meio digital. Veja a seguir.

Mas, atenção: ao participar, evite usar as hashtags #BlackLivesMatter e #BLM. Afinal, elas usadas para denúncias. Por isso, se as pessoas utilizarem durante a manifestação do Blackout Tuesday, essas denúncias perdem visibilidade.

O que há por trás da hashtag #BlackoutTuesday

No dia 25 de maio, um homem negro foi morto por um policial branco, em Minneapolis, nos Estados Unidos.

A ação foi filmada e repercutiu nas redes sociais. Todos ficaram espantados com o que viram: o policial Derek Chauvin imobilizando George Floyd com os joelhos em seu pescoço, tirando-lhe, além dos movimentos, o ar.

Foram quase 9 minutos, e Floyd não resistiu. Morreu sufocado. Mas antes, disse por diversas vezes ao policial: “I can’t breathe” (“Eu não consigo respirar”, em português). Porém, isso foi ignorado, assim como as testemunhas no local e a câmera que filmava a ação.

O que se seguiu após o vídeo chegar ao conhecimento público foram manifestações nas ruas dos Estados Unidos. E, dias depois, pessoas e marcas de todo o mundo se organizaram em uma manifestação através das redes sociais.

O racismo estrutural existe e mata. E não só nos Estados Unidos, pois no Brasil essa também é uma realidade.

Floyd é um exemplo de como as vidas negras são tiradas devido à violência policial e ao racismo. Esse não é um caso isolado; é mais recorrente do que podemos imaginar.

Por isso, em meio a pandemia, as redes sociais são um meio de não deixar que tamanha injustiça caia no silenciamento. Não podemos, enquanto sociedade, jamais normalizar jamais o fato de um policial matar sem se preocupar se é visto. Essa certeza de impunidade não deve existir, em nenhuma cultura ou país.

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