Black Lives Matter – influencers são criticados por comportamento


Black Lives Matter

As manifestações pelas vidas negras seguem acontecendo nos Estados Unidos. O “Black Lives Matter” é um movimento de luta pelas vidas negras. Mas parece que alguns influenciadores não entenderam o sentido da coisa.

Black Lives Matter, em português vidas negras importam. O movimento foi criado em 2013 para lutar contra a violência gerada pelo racismo.

Depois da morte de George Floyd, assassinado por um policial branco, as manifestações tomaram as ruas de muitas partes dos Estados Unidos. Inclusive, as pessoas ficaram tão revoltadas que resolveram ignorar a necessidade de isolamento social para enfrentar a Covid-19.

Por isso, os Estados Unidos passa agora por um momento histórico. Um momento em que as pessoas usando suas máscaras, vão para as ruas lutar contra o racismo.

Entretanto, muitos influenciadores viram nesse movimento uma forma de promover a sua influência nas redes sociais. Ou seja, quiseram se mostrar como contrárias ao racismo, mas na verdade só estavam em busca de likes.

O comportamento dos influenciadores

O comportamento que gerou revolta nas redes foi o fato de alguns influenciadores aparecerem nas manifestações, acompanhados de fotógrafos e criando uma espécie cenário.

Uma das influenciadoras mais criticadas foi Kris Schatzel. Ela fez uma foto super produzida no meio da manifestação e segurava um cartaz que dizia “Black Lives Matter”.

O fato de ser uma foto produzida foi o que gerou revolta. Afinal, por mais que ela esteja na manifestação ainda parece que o mais importante é não estragar a imagem do Feed.

Ela se defendeu afirmando que ela só queria “ajudar nos protestos de uma forma que ela conhece”. Entretanto, essa justificativa não agradou, pois existem outras formas de ajudar o movimento negro mesmo sem conhecê-lo tão bem.

Por exemplo, vários influenciadores e celebridades estão liberando suas contas para que pensadores do movimento possam compartilhar informações. Aqui no Brasil o ator Paulo Gustavo cedeu sua conta no Instagram para a escritora Djamila Ribeiro.

Portanto, não é de se estranhar que a desculpa da influenciadora não tenha sido convincente. Infelizmente ela afirmou que está sendo muito ameaçada nas redes sociais, coisa que – obviamente – não deveria estar acontecendo.

Blackface

Pintar o rosto de preto, também conhecido como blackface também não é uma forma de ajudar o movimento. O blackface tem uma história e ela é racista. Portanto, seria utilizar um elemento racista para defender uma luta antiracista. Não faz muito sentido, certo?

Acredita-se que o blackface tenha sido criado em 1830, em Nova York. O intuito? Se “fantasiar” de pessoa negra para poder criar personagens estereotipados e, consequentemente, ridicularizar as pessoas.

Além disso, o blackface foi utilizado como recurso para que produções do áudio visual pudessem ter personagens negros, mas feitos por atores brancos.

Mesmo assim há influencers que teimam em fazer o blackface. Um dos casos foi o da influencer de 16 anos, catharinas_beauty. Ela já apagou o vídeo e pediu desculpas, mas o conteúdo viralizou e da forma errada.

O que fazer para ajudar?

Para ajudar o movimento é preciso compartilhar informação. Mas não faça isso como se fosse uma coisa a seu respeito.

O ideal é não ter fotos posadas ou grandes maquiagens sobre o movimento. É simplesmente informar os seguidores ou mostrar em quais lugares – ou com quais influencers – eles podem conseguir essas informações.

Lembre-se que o black lives matter é uma manifestação em defesa da vida de pessoas negras e, portanto, deve ser levado muito a sério.

Fontes 1, 2 e 3