Após sofrer boicote, Facebook perde anunciantes


Diversas empresas estão fazendo um boicote ao Facebook e deixando de anunciar na rede social. Nos Estados Unidos, já são cerca de 100 marcas unidas nesse propósito.

Mas, por que isso está acontecendo? Neste post explicamos os motivos que mobilizaram as marcas em um boicote direcionado ao Facebook. Confira.

Boicote ao Facebook

A rede social criada por Mark Zuckerberg tem sido pressionada. E isso porque grupos que lutam pelos direitos civis têm cobrado do Facebook uma política mais rígida para combater o discurso de ódio e desinformação por lá.

Nos Estados Unidos, o movimento Stop the Hate for Profit (“Pare o ódio pelo lucro”, em português), que tem o objetivo de lutar contra discursos de ódio nas redes, é favorável ao boicote.

Por isso, o movimento chama atenção para diversos pontos, dentre os quais a falta de moderação do Facebook em mensagens que podem ser perigosas.

Na prática, a atitude passiva do Facebook acaba sendo conivente com a propagação de conteúdo perigoso nas redes sociais.

“Os serviços prestados às vítimas de assédio são inadequados. A proximidade da veiculação de publicidade a conteúdo odioso é aleatória. E seus relatórios de transparência de auditoria de ‘direitos civis’ não são úteis para a comunidade de direitos civis”, explica Jonathan Greenblatt, que organiza o movimento Stop the Hate for Profit.

Adesão das marcas

E foi justamente com o intuito de reforçar essa mensagem que grandes marcas se reuniram em um boicote ao Facebook. Afinal, ao cortarem os anúncios na plataforma, essas empresas estão ganhando a atenção dos responsáveis pela política da plataforma.

As marcas que aderiram são de diversos segmentos – como alimentício, esportivo e publicitário, por exemplo. A Verizon, que atua com telecomunicações, aderiu e também já pausou os anúncios no Facebook.

Ou seja, muitas marcas pressionam por uma política mais justa da plataforma para que voltem a anunciar no Facebook.

Após a repercussão, Carolyn Everson – que é vice-presidente de negócios do Facebook -, se pronunciou em um comunicado. “Nossas conversas com profissionais de marketing e organizações de direitos civis são sobre como, juntos, podemos ser uma força para o bem”, disse.

Além disso, o porta-voz comentou que a rede social tem trabalhado na remoção de posts com discursos de ódio.

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