Ansiedade: influenciadores digitais sofrem desse problema


Ansiedade é um sentimento normal do ser humano. Entretanto, ela pode surgir de forma mais intensa. Quando esse é o caso, a ansiedade é considerada uma doença e, como tal, precisa de tratamento.

De acordo com dados divulgados pela OMS em 2017 o Brasil é o país com maiores taxas de transtornos de ansiedade do mundo. 9,3% dos brasileiros tem algum tipo de problema causado por ansiedade.

Ansiedade e redes sociais

Um estudo da FGV mostrou que, para 41% dos jovens brasileiros, as redes sociais causam sintomas como tristeza e ansiedade.

O professor responsável pela pesquisa, André Miceli, afirmou que muitos jovens apresentam sintomas da Síndrome de Fomo – fear of missing out, em português, medo de ser deixado de fora.

Ou seja, os jovens não conseguem ficar sem acessar as redes sociais por medo de perderem algum novo acontecimento.

A percepção desses sentimentos já fez com que muitos jovens optassem por fazer pausas no uso das redes. Além disso, a percepção da existência de uma inteligência emocional fez com que as próprias redes resolvessem se manifestar.

A resposta das mídias sociais

As mídias sociais ouviram quando começaram a surgir as informações que relacionavam a ansiedade e as redes sociais.

Como uma forma de diminuir esses efeitos, as redes começaram a surgir com algumas medidas, tais como a ocultação de likes. Elas tinham o objetivo de diminuir a pressão que as pessoas sentiam para ter mais curtidas e comentários em fotos e vídeos.

O Instagram, por exemplo, utilizou a seguinte justificativa em nota:

“Não queremos que as pessoas sintam que estão em uma competição dentro do Instagram e nossa expectativa é entender se uma mudança desse tipo poderia ajudar as pessoas a focar menos nas curtidas e mais em contar suas histórias”.

Na época em que essa iniciativa começou a ser anunciada, ela gerou muita polêmica. Enquanto alguns influenciadores afirmaram que isso daria mais liberdade para criação, outros reclamaram que seria mais difícil conseguir estabelecer parcerias com marcas.

Entretanto, isso nunca atrapalhou as ações de marketing. Mas, além disso, parece não estar sendo o suficiente também para acabar com a ansiedade dos influenciadores.

Ansiedade e influenciadores digitais

Uma pesquisa realizada pela Dia Estúdio afirmou que 81% dos influenciadores brasileiros se sentem pressionados com a criação de conteúdo.

E um em cada cinco influenciadores sente um grau elevado dessa pressão. Ou seja, o transtorno de ansiedade.

Os números apresentam crescimento de 3,3% com relação a 2017.

Fontes 1 , 2 e 3